ALQUIMIA DAS PALAVRAS
O meu disco de vinil
ainda vibra
Du Els
Because I Love La décadense
Let it be
Single
sempre a girar,
capa negra e amarela
Primavera nunca antiga !
Em LP
eternidade de Bach e Palestrina
imortal Mozart
Novo Mundo de Dvorák
Choral de Beethoven en nocturnos de Chopin
(Sempre o piano solitário em sinfonia
a desafiar a harmonia dos Beatles dos Queen dos Procol Harum
Solitude melodia no som metálico dos Black Sabbath
Tudo tem o seu ritmo certo
cadenciado
em cada época em cada idade em cada instante.
Mas o grito mais moderno ou vanguardista
pós-contemporâneo
já é passado
e o pulsar da vida colectiva
ou do ser ignorado sem saber porquê
reorganiza-se
ao ritmo paradoxal da deslocalização da harmonia
divergindo do cadinho cultural
onde se faz e refaz o modus vivendi sedentário.
O meu disco de vinil ainda vibra !
Tracção animal e caravela
máquina a vapor electricidade
automotor de explosão interna
satélite electrónico foguetão e nave
biotecnologia
manipulação genética ADN
elexir da vida em mutação perpétua...
Concerto para um Verão:
renovação da escrita na arquitectura semântica
Alquimia das palavras
para além das margens do real !...
Tudo guarda segredo
da magia impossível de explicar !
Tudo encerra mistério
em cada linha sonora !
E o meu disco sempre a girar ...
Vertigem !
Do pássaro da floresta ao Homem de Neandertal
dos recifes de coral à poesia clássica e trovadoresca
do canto chão gregoriano à dimensão do silencio cultivado
Do gramofone e telefonia sem cabo
ao CD e DVD por conhecer noutra galáxia ...
Linha traço pausa sintonia
contraponto à nostalgia um novo ponto em espiral
Ruptura transição harmonia vertical.
No meu disco de vinil
a gente passa ó meu amor
a minha sina a tua graça
a gente amiga
o meu amor no teu olhar
a ver o mar
uma lembrança ...
No meu disco de vinil
enquanto houver coração
amar esperança !
Francisco Carneiro Fernandes
O Meu Disco de Vinil – Poesia
Ancorensis 2004
Francisco José Carneiro Fernandes nasceu em Viana do Castelo em 22-05-1953.
Professor , Licenciado em Geografia, grande dinamizador de espaços de Poesia, tem variadíssimas obras publicadas.
"... O meu Disco de Vinil é a partilha, às janelas e varandas da existência, das angústias e esperanças dos outros...... A agulha do tempo percorre a vida. Vida que se gasta girando... mas donde nasce a música e o sonho em fios de claridade. Vertigem de nostalgia quando olhamos o passado à procura de raízes, da infância, da juventude e das memórias perdidas..., enquanto o disco de vinil ainda vibra."
Nota do Editor - Ancorensis, Julho de 2004.
Um abraço ao meu caro amigo Francisco.
DJ Peli
ainda vibra
Du Els
Because I Love La décadense
Let it be
Single
sempre a girar,
capa negra e amarela
Primavera nunca antiga !
Em LP
eternidade de Bach e Palestrina
imortal Mozart
Novo Mundo de Dvorák
Choral de Beethoven en nocturnos de Chopin
(Sempre o piano solitário em sinfonia
a desafiar a harmonia dos Beatles dos Queen dos Procol Harum
Solitude melodia no som metálico dos Black Sabbath
Tudo tem o seu ritmo certo
cadenciado
em cada época em cada idade em cada instante.
Mas o grito mais moderno ou vanguardista
pós-contemporâneo
já é passado
e o pulsar da vida colectiva
ou do ser ignorado sem saber porquê
reorganiza-se
ao ritmo paradoxal da deslocalização da harmonia
divergindo do cadinho cultural
onde se faz e refaz o modus vivendi sedentário.
O meu disco de vinil ainda vibra !
Tracção animal e caravela
máquina a vapor electricidade
automotor de explosão interna
satélite electrónico foguetão e nave
biotecnologia
manipulação genética ADN
elexir da vida em mutação perpétua...
Concerto para um Verão:
renovação da escrita na arquitectura semântica
Alquimia das palavras
para além das margens do real !...
Tudo guarda segredo
da magia impossível de explicar !
Tudo encerra mistério
em cada linha sonora !
E o meu disco sempre a girar ...
Vertigem !
Do pássaro da floresta ao Homem de Neandertal
dos recifes de coral à poesia clássica e trovadoresca
do canto chão gregoriano à dimensão do silencio cultivado
Do gramofone e telefonia sem cabo
ao CD e DVD por conhecer noutra galáxia ...
Linha traço pausa sintonia
contraponto à nostalgia um novo ponto em espiral
Ruptura transição harmonia vertical.
No meu disco de vinil
a gente passa ó meu amor
a minha sina a tua graça
a gente amiga
o meu amor no teu olhar
a ver o mar
uma lembrança ...
No meu disco de vinil
enquanto houver coração
amar esperança !
Francisco Carneiro Fernandes
O Meu Disco de Vinil – Poesia
Ancorensis 2004
Francisco José Carneiro Fernandes nasceu em Viana do Castelo em 22-05-1953.
Professor , Licenciado em Geografia, grande dinamizador de espaços de Poesia, tem variadíssimas obras publicadas.
"... O meu Disco de Vinil é a partilha, às janelas e varandas da existência, das angústias e esperanças dos outros...... A agulha do tempo percorre a vida. Vida que se gasta girando... mas donde nasce a música e o sonho em fios de claridade. Vertigem de nostalgia quando olhamos o passado à procura de raízes, da infância, da juventude e das memórias perdidas..., enquanto o disco de vinil ainda vibra."
Nota do Editor - Ancorensis, Julho de 2004.
Um abraço ao meu caro amigo Francisco.
DJ Peli

Parabéns Francisco. Já conhecia o livro. Fica bem aqui no Remember... de sempre..
ResponderEliminarJ. T.
Viana